sexta-feira, 22 de maio de 2015

8 conselhos para melhorar sua presença de espírito



Um dos papéis mais evidentes de um homem é se sacrificar pela vida de outros. Isso significa que, em muitas situações, é exigido não só a coragem de enfrentar perigos, mas também atenção e ação. Não é um pedido para que morramos, por exemplo, em um incêndio. É pedido a capacidade de salvar e ajudar o máximo de pessoas que podemos, sem colocar nossas próprias vidas como prioridade. Morrer assim é o que muitos homens chamaram de "morrer com honra". Uma morte que faz sentido, que teve um porquê. Esse princípio vale para qualquer sacrifício: Em meio às nossas dificuldades, devemos buscar a honra de dar sentido às nossas dores.

Não caiamos no erro de imaginar que essa capacidade de agir pelo bem do próximo em nosso próprio sofrimento é uma simples escolha. Não basta dar um sinal positivo quando alguém perguntar se você iria ter coragem de tomar um sacrifício. Para que isso ocorra da melhor forma, você precisa se preparar. Esse é um dos motivos pelo qual a masculinidade está sempre ligada a obtenção de força física, habilidades motoras, esperteza e tomada de decisões. Você precisa garantir previamente que fará alguma diferença em um momento em que você seja necessário.

Um desses pontos que precisam ser desenvolvidos é a presença de espírito. Diferente da coragem, a presença de espirito é a capacidade de se manter focado na resolução de um problema em uma situação de extrema gravidade ou perigo. Um covarde não enfrenta seus temores, mas foge deles. Alguém que não tem presença de espirito no momento certo, perde a cabeça e não pode tomar as decisões corretas para o sucesso da resolução do problema.

Já é possível perceber o quanto essa capacidade é essencial para um homem: Precisamos de presença de espírito para agir da maneira certa na hora certa.

Para que você possa exercitar sua presença de espirito, aqui vão algumas dicas:


  • Reflita sobre a morte e sofrimento. Através de filmes, livros, quadros, músicas, e outros meios, busque não se distrair do fato de que a morte chegará a você e de que o sofrimento faz parte de sua condição. Enfrente esse fato sem medo, com aceitação. Faz parte dessa reflexão dar um sentido a tudo isso. Sua morte e sofrimento, como a de muitos heróis, pode e deve ser algo bom. Se você aceitar sua condição mortal estará livre de um temor exagerado, absurdo, paralisante.
  • Conheça casos de urgência e perigo. Procure conhecer bem as situações que você pode passar na vida e como agir nelas. Esse conhecimento é importante para que você saiba o que esperar, sem que sua imaginação te traia com medos enormes. Isso também pode te dar tempo, saltando sobre a tentativa e erro e te livrando de surpresas. Para você entender a importância disso, saiba que em 2004 uma garota inglesa, de apenas 10 anos, salvou quase 100 pessoas na Tailândia. Ela aprendeu na aula de geografia como prever tsunamis e pode se antecipar, tomando decisões sábias quando isso aconteceu de verdade. É esse conhecimento que você deve valorizar, e para isso é válido virar as costas para quem diz que se precaver para situações graves é um exagero. E se dissessem que saber prever uma tsunami para uma garota inglesa é "exagero"?
  • Melhore sua atenção e seu raciocínio. Jogos, desafios, meditações e exercícios podem melhorar sua capacidade de tomar boas decisões e estar atento em situações de urgências. Sem a atenção você não pode se antecipar. Sem a decisão é fácil cair no desespero e na fraqueza.
  • Entenda o que está acontecendo. É essencial que você busque não se alienar dentro de situações complicadas. Isso se faz com uma atenção constante. Por exemplo: Um pai sempre deve estar atento para o que está acontecendo com seu filho. Isso não significa um estresse exaustivo, como vamos ver no próximo ponto, mas um olhar atento para cada situação que o filho se insere. O comportamento de massa, que é comum em casos graves, é uma dessas alienações e deve ser abominado. É nele que ocorrem casos de pisoteamento causados por fugas de multidões, por exemplo. Isso acontece por que todos passam a agir segundo o clima de desespero geral e não podem entender o que está acontecendo e como devem agir.
  • Controle seu estresse. O estresse é uma ferramenta que deve ser dominada. Em falta, você se torna inerte e alienado. Em excesso, causa desespero e inação. Use seu estresse conscientemente em casos de médio risco, sem permitir que ele te canse ou desespere (como aquelas pessoas que não saem na rua com medo de assaltos). Se o risco se tornar real, permita-se dominar pela adrenalina e agir. Nunca permita um gasto de energia mental desnecessário e exaustivo. Use exercícios de respiração e tomada de consciência ("O que está acontecendo aqui realmente?") para não entrar em estágios de estresses altos, que imobilizam e desesperam.
  • Não escute as vozes medrosas. Lembre-se de que você vive no Brasil, o que te coloca em maior risco do que a maioria dos outros países quando o assunto é criminalidade. Mas isso não significa que todas as pessoas estão certas sobre as precauções e proporções dos acontecimentos. Muitos de nós, brasileiros, passamos a aceitar um estado de reféns, de ovelhas inertes e desesperadas. Nos acostumamos a tomar precauções absurdas e supor perigos horrendos e improváveis. Fuja das pessoas que tentam te levar a esse estado. Você precisa estar consciente da realidade das suas situações, temendo e agindo proporcionalmente e adequadamente. Prudência e sensatez não significam fugir sempre e considerar que todo medo é válido. O nome disso é covardia. Essa posição de reféns é uma amarra que te impede de agir, uma paralisia de desespero de nível social. Se você der atenção a isso, não irá cumprir o segundo ponto desta lista, mas vai se alienar dele. Ao invés disso, dê ouvidos a quem realmente entende disso.
  • Pule para a conclusão. Sua atenção e suas decisões devem estar voltadas para a resolução dos problemas. Não gaste tempo e energia com complicações, considerações sobre culpa ou pensando no que pode acontecer de pior. Não há nada de bom em colocar isso em prioridade.
  • Conheça exemplos de heróis. Conheça como agiram os heróis de todos os tempos. Imite seus exemplos e se espelhe em suas atitudes. Eles certamente buscaram, de algum modo, a sensatez e a coragem, e usaram essas virtudes para garantir a liberdade e a vida de outras pessoas. Sem a presença de espirito o que faria, por exemplo, Lucas Vezzaro, o garoto de 14 anos que morreu salvando seus colegas de um ônibus caído em uma represa?


Com a presença de espírito você diminui o risco de agir como uma ovelha desesperada, e passa a agir como um homem ativo, que cumpre seu dever.

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